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Existe objetividade no jornalismo?

Segundo Michael kunczik, quem primeiro levantou a polêmica foi Tucídides em sua obra “Histórias da Guerra do Peloponeso”, há mais de 2.400 anos. “Essa investigação foi difícil porque os depoimentos sobre os diversos fatos não foram todos descritos do mesmo modo, mas esmiuçados segundo seus pontos de vista ou da maneira como os lembraram” afirmava. Travava-se, assim, o problema da objetividade no jornalismo, que ainda hoje permanece sem solução.

A polêmica é grande: uns se esforçam para comprovar a impossibilidade de ser completamente objetivo, outros criticam os jornalistas de não serem neutros ou não conseguirem reportar a realidade sem interpretá-la. É óbvio que os segundos são mais infelizes em suas colocações. Jamais um fato ou acontecimento poderá ser comunicado sem que haja em sua transmissão subjetividade. O motivo é simples: a subjetividade nunca poderá ser excluída do ser humano. Lógico que há uma diferença bastante sutil entre ser subjetivo e ser tendencioso.

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Midiamorfose no horizonte do jornalismo impresso

Adaptação e sobrevivência tornaram-se palavras chave no jargão da mídia impressa, pois o futuro incerto provoca apreensão.

A facilidade de acesso a informação com o surgimento e a evolução de novas tecnologias, a competição com múltiplas mídias e suportes, a perspectiva da TV Digital na construção de novos paradigmas e na contribuição para a inclusão digital e a contínua perda de leitores e assinantes ameaçam a existência do jornalismo impresso. Para sobreviver, é preciso buscar maior integração com as diversas mídias, como Internet e Celular, transformar o suporte e personalizar a distribuição do conteúdo, estratégias conhecidas como Midiamorfose, defendidas por especialistas como Rosental Alves, responsável por lançar a versão online do Jornal do Brasil, o primeiro jornal brasileiro na Internet.

Impacto – Mais do que qualquer outra tecnologia ou nova mídia, a Internet provocou uma série de transformações na sociedade, nas relações sociais, profissionais e acadêmicas. E, principalmente, na maneira como lidamos com as informações. A mídia impressa sofreu o impacto. O 57º Congresso Mundial de Jornalismo Impresso, ocorrido em Istambul, em Junho de 2004, revelou que a circulação de jornais cresceu em apenas 35 dos 208 países estudados. Os maiores índices de crescimento foram identificados nos mercados emergentes, especialmente na China. São vendidos, em média, 85 milhões de exemplares diariamente, contra 55 dos Estados Unidos.

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Impressões na História

A origem dos jornais modernos se deu nas duas primeiras décadas do séc. XVII. Inglaterra, França e Alemanha até hoje disputam a paternidade. Muitos acreditam que as mudanças político-sociais foram provocadas pela circulação dos impressos. Pensadores como Voltaire, Montesquieu e Rousseau difundiam a troca de idéias. Outros pensadores como Breton, Prolux e Giovannini não acreditavam que a imprensa tenha influenciado qualquer grandes mudança social. O certo é que a circulação de idéias sempre esteve presente nas grandes mudanças. As cartas eram o principal meio de comunicação e informação entre as pessoas até surgir a imprensa.

A industrialização das máquinas tornou o processo de impressão mais rápido e barato, surgindo assim os jornais sensacionalistas nos EUA. O jornalismo da época do início do século enfrentou dificuldades. A principal foi à crise econômica de 1929 devido à queda da bolsa de Nova York. A Inglaterra inovou com a inclusão de assuntos como: Esportes, Entretenimento e as manchetes de primeira página. Já na França, se manifestavam os jornais de esquerda, de centro e de direita, além dos religiosos e monarquistas. Na Primeira Guerra, os militares controlavam as informações transmitidas. Na Segunda, os jornais começaram a disputar espaço com o Rádio e a TV. No fim do séc. XIX, os jornais passaram a utilizar gráficos e fotografias. Hoje, os conceitos que traduzem o jornalismo são: publicidade, atualidade, universalidade e periodicidade. Sendo assim, o jornalismo tem a função de divulgar as informações voltadas para o público de forma medida, periódica e organizada, vigiando e fiscalizando o Estado, as organizações privadas e de interesse público.

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