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Rafael Souza – Biografia

Nasci em 1980 no Rio de Janeiro onde morei quase toda minha vida. Com 19 anos iniciei a formação em propaganda e publicidade na Estácio de Sá. Tive que parar algumas vezes e conclui com 25 anos.
Fiz alguns cursos na área até partir para Web Designer. Cursei Web no IBPI durante um ano onde estudei Flash, Dreamwaver, Fireworks e Java Script. Depois iniciei os estudos 3D na Faculdade PUC – Rio. Comecei com o programa 3D Studio Max 2.5. Fiz um curso de São Paulo que acabou não servindo muito. Estudei um ano de desenho artístico no OBERG – Rio, mais quatro anos no estúdio do professor Carlos Alberto Evaristo, o mesmo professor do Oberg. Estudei mais oito meses na impacto quadrinhos do Rio de Janeiro com o professor Carlos Raphael. Lá eu estudei desenho para quadrinhos. Nesse meio tempo, ainda com 23 anos, comecei a estudar escultura por conta própria. Comprei livros, visitei sites e fui aprendendo. Depois de alguns anos, fiz um curso de escultura na Quinta Dimensão com o professor Leonardo. Lá aprendi técnicas diferentes e profissionalizei meu conhecimento. Com 25 anos fiz uma formação de um ano em modelagem e animação de personagens em um curso no Rio de Janeiro autorizado pela Autodesk. Na metade do curso me chamaram para ser professor de lá e comecei a dar aula inclusive para minha turma.
Nessa mesma época, trabalhei numa produtora de animação do SENAC Rio.
Aos 26 anos trabalhei como supervisor de animação e modelagem 3D da grande empresa Med Grupo no setor da Med Produções. Trabalhei fazendo simulações de doenças e funcionamento do corpo humano. Foi um trabalho muito bom de desenvolver. Difícil e empolgante.
Hoje dou aula e construo conteúdo do curso Sinapse na AIS Recife.

Melhores da Prismarte premia autores de quadrinhos brasileiros

O dia 27 de setembro foi a noite de gala dos quadrinhos em Pernambuco com a distribuição dos prêmios Melhores da Prismarte, promovido pela Pada – Produtora Artística de Desenhistas Associados, no auditório da Livraria Cultura do Recife. O evento reuniu nomes importantes dos quadrinhos em nosso Estado, tanto da área de produção e quanto na de divulgação e incentivo, como os estudantes de jornalismo Arthur Felipe, Leandro Lopes e Leonardo Santos da Faculdade Mauricio de Nassau, criadores do Blerg do Léo e responsáveis pelo programa Almanaque, inteiramente dedicado aos quadrinhos. Michelle Ramos, considerada por muitos como a madrinha dos quadrinhos independentes brasileiros por seu trabalho de divulgação no Zine Brasil. Zeca do Patrocínio, candidato a vereador, sempre dedicado a cultura e ao incentivo dos quadrinhos pernambucanos. Os responsáveis pela Pada, Milson Marins, José Valcir e Arnaldo Luiz, organizadores do evento. Além dos muitos artistas, roteiristas, ilustradores, desenhistas e fanzineiros indicados ou premiados com o Trofeu Melhores da Prismarte. Parabens a todos. Ano que vem tem mais…

Os diversos prêmios foram divididos entre os autores de Pernambuco e os autores dos demais estados. A escolha dos indicados e vencedores foi feita pelos leitores através de votação no site da Prismarte. Conheça mais sobre a Pada. O principal prêmio de Honra ao Mérito foi dedicado ao artista Zenival Ferraz, um quadrinista pernambucano entre as décadas de 70 e 80. Uma de suas principais histórias foi publicada na revista Spectro, da editora Grafipar, chamada Jesuino Boa Morte, escrita por Júlio Emílio Braz.

Veja mais detalhes sobre o evento no Zine Brasil.

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HQ Seqüencial

Arte Seqüencial, na verdade poderíamos dizer que é o teste drive de um bom desenhista, pois exige que o artista, não importando que função ele vá exercer, tenha vários requisitos e qualidades para conseguir produzir uma história em quadrinhos. No entanto uma das coisas as quais ele poderia ter mais é o fôlego para fazer algo que a tantas gerações diverte e ensina.

Bom Humor para toda vida!

Ditado popular, “Se os problemas são inevitáveis, relaxe e goze a vida!” e seguindo essa receita a seção Arte’D trás diretamente de Humorlândia, todos os artistas e trabalhos que farão você morrer de rir, claro que não queremos que você morra, afinal o que seria de nós sem seu bom humor e vontade de curtir as coisas boas da vida!

Divirtam-se!

Um Brasil Zen

O surgimento da internete na sociedade mudou muito a estrutura pessoal, educacional , profissional, religiosa e artística do ser humano.

Na questão artística e mais especificamente para o mundo das Histórias em Quadrinhos, tanto no exterior como no Brasil, essas mudanças trouxeram importantes resultados para o espaço artístico das HQs brasileiras, ao citarmos os veteranos, nomes da década de 50, 60 e 70, ressurgiram, e até em alguns casos conseguiram lançar com aquele ultimo fôlego mais um trabalho no mercado. Porém miremos nos artistas atuais, não exatamente os famosos, não que eles não mereçam nossa atenção, más, aqueles que estavam atrás das cortinas, sendo esse o enorme evento, da luta do artista, em ser reconhecido, não só pelas editoras, más principalmente pelos possíveis leitores de seus trabalhos.

Poderíamos dizer a aqueles artistas que estão do outro lado da pagina impressa de uma revista, da mesma forma como os demais que ele admira, apenas almejam uma coisa, seu lugar ao sol.

Seguindo esses estímulos, sonhos, desejos, objetivos não importam essas três personagens que fazem parte da história da História em Quadrinhos no Brasil, Nestablo, Tatiana e Zen, são o exemplo das transformações que a Internet causou. A mesma possibilitou e possibilita com que o trabalho de autores desconhecidos como eles, atinjam pessoas de toda a parte do mundo e com um trabalho refinado, tanto visual como literário o Zona Zen, blog o qual qualquer pessoa pode visitar, se informará e se divertira com as aventuras de Zen.

Melhor que continuar a descrever as atividades desses três heróis, é conversar com eles.

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Um Brasil Zen – Continuação

Nestablo, sabendo que todo artista tem um heróis ou anti-herói preferido, qual é o seu?

Meus heróis, sem sombra de dúvida, são meus pais! Graças a eles eu consegui apurar minha sensibilidade, item fundamental para quem quer se comunicar, e quadrinhos é isso: comunicação. Meus pais são minha fonte de inspiração para tudo que faço na vida. A coragem deles é divina! Tento passar para meu trabalho tudo que aprendi e aprendo com eles! Acho que os profissionais precisam mostrar mais destes exemplos em seus trabalhos.

Como já citamos que a estrada trilhada pelos quadrinhistas brasileiros é árdua, como foi seu percurso nessa estrada Nestablo, antes de aparição na internete?

Quando eu comecei a produzir quadrinhos profissionalmente, a Internet já não era uma jovem mocinha (risos). Os recursos para se colocar um trabalho na internet era limitado, não existiam blogs nem essa facilidade de hoje onde todos podem ter um site. Eu só comecei a explorar a internet e me aventurar mais dentro dela na década de 90, quando comecei mesmo a produzir minhas próprias histórias, ao mesmo tempo que tentava pensar numa forma de expor no mundo virtual. Mas não era mesmo tão fácil como é hoje! (risos). Então, posso dizer que minha vida profissional foi evoluindo paralelamente com a net. Um casamento feliz já que ela nos dá essa liberdade de poder mostrar o que podemos fazer na hora que quisermos.

Tatiana, nós sabemos que o mercado de histórias em quadrinhos no Brasil não é o que chamaríamos de ambiente natural das meninas, ou seja, do sexo feminino, principalmente quando relembramos o passado. Quando foi e como foi seu primeiro contato com esse tipo de arte e o mercado de HQs no Brasil?

É verdade, quando eu era guria nunca vi quadrinho feito por uma mulher. Aliás, ter acesso a vários autores já era bem raro, tinha o de sempre, pelo menos onde eu morava, tinha Maurício de Sousa, (eu gostava da Tina, do louco, e do Chico Bento), e tinha Disney e Marvel que eu não gostava muito. Na banca o espaço para os gibis era o canto do fundo. Eu preferia muito mais os livros. Em casa eu fazia historinhas do cotidiano da minha casa, ainda tenho esses desenhos…(risos). Com 8 anos entrei num ateliê de arte, aí conheci os artistas, reparei que haviam mais artistas homens que mulheres, isso tudo me marcou forte. Neste ateliê li revistas estrangeiras maravilhosas de arte, mas mesmo lá não tinha gibi. Bem mais tarde, quando ouvi pevez o disco da Janis com a capa do Crumb, foi que descobri outros desenhistas, pois fui pesquisar quem era o cara que desenhou a capa do disco, então um nome levou à outro e ai foi… Mas minha relação com o quadrinho sempre foi leve, nunca fui daquelas que respiram quadrinho dia e noite. Apesar de eu fazer histórias, eu lia mais livros que gibi. Meu interesse por animação é que me trouxe o quadrinho novamente. Eu gosto mais de histórias de cotidiano, e amo ficção científica. Hoje tem gente bacana por aí, eu gosto da Maitena, e quando li a Marjane Satrapi, foi perfeito, li Persépolis muito rápido de uma tacada só, simplesmente não dava pra parar de ler!

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Um Brasil Zen – Final

O mercado de quadrinhos forçou o surgimento de um outro tipo de sociedade ou tribos (como dizem algumas pessoas), foi o surgimento dos Fanzines, um movimento que se iniciou na Inglaterra por volta dos anos 60, se alastrou pelo resto do mundo, chegando aqui no Brasil no anos 70. Fanzine partindo do conceito que era algo feito por fãs, fosse edições poéticas, música ou HQs o gênero criou força no Brasil e se alastrou por todo o país, porém a chegada da inernete deu uma guinada nesse movimento cultural de uma forma que hoje quase não se houve mais falar do mesmo, ou seja, foi devorado pelo bicho papão da internete ou quem sabe da globalização. Qual a sua opinião Nestablo e Tatiana sobre esse assunto? Que futuro vocês acham que esta reservado para os Fanzines, Fanzineiros e seus personagens, muitas vezes guerreiros combatentes de uma guerra ultrapassada, porém ainda muito sentida que é as dos artistas nacionais batalharem por seu espaço no Brasil?N

Eu não vejo esse futuro terrível para os fanzines. Acho que a internet, neste caso, veio para ajudar a encurtar as distâncias entre os fanzines e seus leitores. Não vejo como bicho-papão, mas sim como fada madrinha. A internet é uma grande ferramenta e aliada, mas você precisa saber como usar isso.

Acho que a arte sempre se transforma, e encontra um modo de se manter viva, assim como o veículo em que ela se expresse. Essa discussão aconteceu com os discos vinil, que estão a toda hoje nas pickups; aconteceu com o grafite que hoje vem se transformando e agregando mais linguagens como os adesivos; aconteceu com o rádio quando apareceu a televisão, nossa tantos exemplos, e em todos houve não uma extinção, mas uma transformação bem interessante. A internet se bem usada pode ser uma enorme aliada. Quem sabe os fanzines não vão invadir a internet sendo uma forma mais direta e original de expressão? Existem muitas coisas experimentais sendo feitas na internet, estou curiosa para ver em que os fanzines irão se transformar.

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