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Polifonia para o exercício da cidadania

Cidadania “é a qualidade ou estado do cidadão”. Entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. Destaque-se deveres. Pois é, o dever do cidadão é justamente lutar pela garantia deste “direitos civis e políticos”. No entanto, devido a nossa cultura de acomodação, não estamos acostumados a exigir do Estado o cumprimento desses direitos. É como se o nosso papel fosse apenas comparecer e votar nas épocas de eleição e / ou pagar impostos.

Ultimamente, muito se tem falado em cidadania. Mas, poucos são os que tem conhecimento da evolução histórica por que passou este conceito. Na antiguidade greco-romana, já havia a idéia de cidadania mais ou menos como hoje a concebemos: “capacidade para exercer direitos políticos e civis”. A diferença é que, tal como uma “qualidade”, a cidadania não estava ao alcance de todos os indivíduos da sociedade. Ela estava restrita aos homens livres, ou seja, os que não precisavam trabalhar para sobreviver. Eram excluídos desse direito os escravos, as mulheres e os estrangeiros. Continuar lendo

Trajetória do Cordel através dos tempos

Da Europa ao Nordeste Brasileiro; das trovas aos cordéis virtuais.

“O Cordel é expressão em poesia,
Do artista que vem do interior
E expõe seus problemas, sua dor,
Arquiteta a própria mitologia,
Num resgate a sua cidadania,
Seduzir através de seu repente,
Usa crítica em tom irreverente,
Num trabalho tão rico e atrevido,
O cordel corre sangue nordestino,
Tem a alma do povo e a voz da gente”.

Fiapo de Cordel em estilo Martelo Agalopado – Ronilson Araújo.

Fruto da Europa, quando trovadores na Idade Média divulgavam velhas histórias nas praças, em textos memorizados e cantadas por cegos em troca de esmola, as chamadas Folhas Soltas se consolidaram na Península Ibérica, para ressurgir depois como Romanceiro Peninsular, romances de cavalaria que contavam as epopéias do rei Carlos Magno e dos Doze Pares de França ou de Amadis de Gaula. Narrativas de heroísmo, guerra, amor, viagens e conquistas marítimas, além de fatos do cotidiano, eram os temas preferidos do público. Trazidas para o Brasil no século XVII, na bagagem dos colonos portugueses e espanhóis, as histórias eram decoradas por quem sabia ler, transmitida de forma oral e transformada pela memória do povo.


Escala: Rio de Janeiro
“Apesar de ter se originado em Portugal, sempre vejo o cordel como uma coisa brasileira”, afirma Samuel Grillo, 23 anos, morador do Rio de Janeiro. Ele teve seu primeiro contato com o Cordel ainda no Ginásio. Apesar de nunca ter comprado nenhum livreto, já ganhou alguns títulos de presente e sabe onde pode comprar publicações em sua cidade. “Aqui no Rio, é possível encontrar com facilidade, na Feira dos Nordestinos, carinhosamente apelidada de “Feira dos Paraíbas”, no bairro de São Cristovão e no site da ABLC – Associação Brasileira de Literatura de Cordel”.

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Impressões na História

A origem dos jornais modernos se deu nas duas primeiras décadas do séc. XVII. Inglaterra, França e Alemanha até hoje disputam a paternidade. Muitos acreditam que as mudanças político-sociais foram provocadas pela circulação dos impressos. Pensadores como Voltaire, Montesquieu e Rousseau difundiam a troca de idéias. Outros pensadores como Breton, Prolux e Giovannini não acreditavam que a imprensa tenha influenciado qualquer grandes mudança social. O certo é que a circulação de idéias sempre esteve presente nas grandes mudanças. As cartas eram o principal meio de comunicação e informação entre as pessoas até surgir a imprensa.

A industrialização das máquinas tornou o processo de impressão mais rápido e barato, surgindo assim os jornais sensacionalistas nos EUA. O jornalismo da época do início do século enfrentou dificuldades. A principal foi à crise econômica de 1929 devido à queda da bolsa de Nova York. A Inglaterra inovou com a inclusão de assuntos como: Esportes, Entretenimento e as manchetes de primeira página. Já na França, se manifestavam os jornais de esquerda, de centro e de direita, além dos religiosos e monarquistas. Na Primeira Guerra, os militares controlavam as informações transmitidas. Na Segunda, os jornais começaram a disputar espaço com o Rádio e a TV. No fim do séc. XIX, os jornais passaram a utilizar gráficos e fotografias. Hoje, os conceitos que traduzem o jornalismo são: publicidade, atualidade, universalidade e periodicidade. Sendo assim, o jornalismo tem a função de divulgar as informações voltadas para o público de forma medida, periódica e organizada, vigiando e fiscalizando o Estado, as organizações privadas e de interesse público.

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