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Arca de Noé, Sin City II, novo Enigma do Outro Mundo

Darren Aronofsky observa a Arca de Noé no horizonte

Darren Aronofsky

Darren Aronofsky

Depois de realizar o épico Fonte da Vida (The Fountain, 2007) por quase seis anos e o filme tornar-se um fracasso de público e crítica, o diretor Darren Aronofsky ainda não desistiu dos projetos épicos e agora pretende realizar uma versão definitiva sobre a Arca de Noé. Antes disso, o diretor cuidará da refilmagem de Robocop, um dos grandes sucessos dos anos 80. Aronofsky entende o apelo forte da história do segundo navio mais famoso do mundo depois do Titanic. É uma história de fim de mundo, com elementos ecológicos. “Noé foi o primeiro ambientalista. Ele é um personagem muito interessante. Nós temos um roteiro maravilhoso”, explicou o diretor em recente entrevista. O roteiro escrito por Aronofsky e o habitual parceiro Ari Handel já está pronto. A recente aclamação do diretor com Wrestler, vencedor do Leão de Ouro no último Festival de Veneza, e seu envolvimento na refilmagem de Robocop vão ajudar na aprovação do novo projeto. Entretanto, alguns elementos atrapalham e podem afugentar os estúdios, além do fracasso do épico Fonte da Vida do diretor. A comédia da Universal Pictures A Volta do Todo Poderoso (Evan Almighty, 2007) com Steve Carell (Agente 86) como protagonista substituto de Jim Carrey, exatamente sobre a Arca de Noé, afundou nas bilheterias. O suspense apocalíptico de M. Night Shyamalan, Fim dos Tempos (The Happening, 2008) também foi um fiasco. Resta saber se Hugh Jackman (Wolverine), que trabalhou com o diretor em Fonte da Vida, vai encarnar o bíblico Noé.

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Depois da consagração, Mickey Rourke pensa em Sin City II

Mickey Rourke

Mickey Rourke

Celebrado no Festival de Veneza como o lutador decadente de Wrestler, novo filme de Darren Aronofsky vencedor do Leão de Ouro, Mickey Rourke avalia os próximos projetos e ainda planeja trabalhar com o diretor Robert Rodriguez na continuação de Sin City – Cidade do Pecado (Sin City, 2005), baseado nos quadrinhos de Frank Miller. “Eu tenho grande respeito por Rodriguez”, afirma o ator de 9 1/2 Semanas de Amor que passou os últimos anos distante dos holofotes e retornou depois de atuar para Rodriguez. “Pretendo voltar (a Sin City) porque foi uma boa experiência. Gosto de trabalhar com diretores interessantes”, completa o astro. Frank Miller recentemente completou o roteiro do novo Sin City, enquanto dirige outra adaptação dos quadrinhos, Spirit, baseado no personagem criado por Will Eisner.

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Produtor indeciso entre Prelúdio ou Continuação de Enigma do Outro Mundo

O produtor Marc Abraham, de Filhos da Esperança (Children of Men, 2006), recentemente estreou como diretor no biográfico Flash de Gênio (Flash of Genius, 2008) sobre um inventor que luta contra a indústria automobilística. Entretanto, ele mobiliza as atenções da imprensa quando aborda seu próximo projeto, a refilmagem do clássico da ficção científica de John Carpenter, O Enigma de Outro Mundo (The Thing, 1982). Por sua vez, refilmagem de outro clássico mais antigo, O Monstro do Ártico (The Thing from Another World, 1951), de Christian Nyby. Perguntado se o novo projeto seria uma refilmagem ou prelúdio, o produtor sai pela tangente e explica que seria mais um prelúdio do que uma sequência, ambientado na mesma época retratada no filme produzido nos anos 80. O diretor e produtor Abraham disse tudo, sem explicar nada. Para quem perdeu o clássico de Carpenter, uma criatura alienígena malígna enfrenta a equipe de cientistas liderada por Kurt Russell. O clima de terror torna-se intenso devido ao isolamento dos personagens no coração do Ártico e porque a criatura tem a capacidade de controlar totalmente seu hospedeiro. Mais uma grandiosa obra de ficção científica dentro do conceito do inimigo entre nós, em sintonia com a ideologia da Guerra Fria, entre Estados Unidos e Rússia.

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Diretor quer Thor, vencedor de Veneza busca Robocop, 14 filmes brasileiros no caminho do Oscar, Super Herói Americano

Diretor de Paranóia se candidata para assumir Thor

J Caruso

D.J. Caruso

O diretor Matthew Vaughn, conhecido pelos fãs de quadrinhos por adaptar a obra de Neil Gaiman, Stardust, para as telas, meses atrás deixou o projeto do longa metragem sobre mais um personagem da Marvel Comics, o Poderoso Thor. A cadeira de diretor ficou vaga, mas agora surge um candidato. D. J. Caruso, de Roubando Vidas e Paranóia. Caruso prepara-se para lançar o suspense Controle Absoluto (Eagle Eye, 2008) com Shia LaBeouf (Transformers) e Michelle Monaghan (Lost) e revela em entrevista seu interesse no personagem nórdico. O diretor não viu o roteiro, mas ele teme ver Thor inserido no mundo moderno. Caruso prefere uma história situada em Asgard, a terra mítica dos deuses. Os executivos da Marvel pensam o contrário. Eles querem fazer a ligação entre o filme do deus mitológico com os Vingadores, assim como ocorre nos filmes do Hulk, Homem de Ferro e no futuro projeto do Capitão América. Mesmo assim, o nome de Caruso está bem cotado. Diferente de Matthew Vaughn, agora sem rumo. Anos antes, Vaughn também perdeu espaço pouco tempo depois de assumir X-Men III, com a saída de Bryan Singer, mas quem realmente ficou como diretor foi Brett Ratner.

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Diretor premiado em Veneza assume refilmagem de Robocop

Depois de conquistar o Leão Dourado com o filme The Wrestler (2008), o diretor de Pi, Réquiem para um Sonho e Fonte da Vida, Darren Aronofsky, prepara refilmagem de Robocop – o Policial do Futuro (Robocop, 1987), dirigido originalmente pelo diretor holandês Paul Verhoeven. O filme vai recriar a franquia, inclusive não tendo mais como cenário a cidade de Detroit. Entretanto, pouco se sabe a respeito do novo roteiro escrito por David Self (Estrada para Perdição). Aronofsky colabora para finalizar o texto. Na trama original, um policial de Detroit morto nas ruas, ressurge como um ciborgue para lutar contra o crime. O lançamento da refilmagem está previsto para 2010.

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Cena do filme permbucano: Nossa Vida Não Cabe num Opala

14 filmes brasileiros no caminho do Oscar

Ministério da Cultura anuncia a lista dos 14 filmes brasileiros inscritos para disputar à indicação oficial do país ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O prazo de inscrição encerrou nesta segunda-feira, dia 8 de setembro.

Os filmes concorrentes são:

  • A Casa de Alice, de Chico Teixera
  • A Via Láctea, de Lina Chamie
  • Chega de Saudade, de Laís Bodansky
  • Era uma Vez… , de Breno Silveira
  • Estômago, de Marcos Jorge
  • Meu Nome Não é Johnny, de Mauro Lima
  • Mutum, de Sandra Kogut
  • Nossa Vida Não Cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro
  • Olho de Boi, de Hermano Penna
  • Onde Andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado
  • O Passado, de Hector Babenco
  • Os Desafinados, de Walter Lima Júnior
  • O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli
  • Última Parada – 174, de Bruno Barreto

Uma comissão formada por seis profissionais do audiovisual – Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cleber Eduardo, Silvia Rabello, Maria Dora Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida – vão avaliar cada concorrente e o filme escolhido será divulgado no dia 16 de setembro no Rio de Janeiro. Mas isso não significa que a indicação oficial do Brasil resulte numa indicação ao Oscar. O filme escolhido ainda vai concorrer com as indicações dos cerca de 90 países. Uma comissão especial da Academia de Ciências Cinematográficas de Hollywood fará a triagem e apontará os cinco indicados ao Oscar. Depois, todos os membros da Academia votam entre os cinco para decidir qual o filme merece levar a famosa e cobiçada estatueta dourada.

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Super Herói Americano prepara para decolar nas telas

Em tempos de super heróis frequentando Hollywood, nada mais natural do que resgatar uma excelente paródia do gênero produzida para a televisão. Uma das séries mais divertidas dos anos 80, o Super Herói Americano (The Greatest American Hero), criada por Stephen J. Cannell, deve ganhar as telas em breve. O próprio criador da franquia confirmou a notícia. Com o roteiro pronto e o diretor definido, falta apenas iniciar as filmagens. O diretor Stephen Herek (A Hora das Criaturas, 101 Dálmatas) deve assumir o projeto. Embora o produtor não tenha confirmado seu nome. O elenco da série original produzida entre 1981 e 1983, William Katt, Robert Culp e Connie Sellecca podem retornar em participações especiais. Na trama, um professor recebe de presente de alienígenas uma roupa especial capaz de conceder super poderes a quem veste. Mas ele perde o manual de instruções da super roupa e transforma-se num super desastre ambulante enquanto tenta salvar vidas e ajudar as pessoas. A série foi exibida no Brasil pelo SBT.

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Redenção para Darren Aronofsky e Mickey Rourke em Veneza

O diretor de Requiem Para um Sonho (Requiem For a Dream, 2000), não foi muito feliz em seu trabalho seguinte, o ambicioso épico Fonte da Vida (The Fountain, 2006). Lançado em Veneza, o filme decepcionou os críticos e afastou o público. Sua obra foi pouco compreendida, apesar do empenho de Hugh Jackman e Rachel Weisz, esposa de Aronofsky na vida real. Mickey Rourke viu seus dias de glória nos anos 80 ficarem para trás. O astro de Nove Semanas e Meia de Amor (Nine 1/2 Weeks, 1986) ainda ensaiou uma reviravolta na carreira ao atuar em Sin City – Cidade do Pecado (Sin City, 2005). A redenção chegou para ambos no último sábado (06/09), com a divulgação dos vencedores do Festival de Veneza 2008. O Leão de Ouro foi para o novo trabalho de Aronofsky, The Wrestler (2008). A notícia foi recebida com entusiasmo pela crítica geral. Além de celebrado como um grandioso filme, The Wrestler conta ainda com a impactante atuação de Mickey Rourke.

Na verdade, não foi difícil para Rourke fazer o papel do lutador de luta livre, Randy ‘The Ram’ Robinson. O ator foi boxeador profissional entre 1991 e 1995, o que contribui para dar realismo e autenticidade ao papel. Rourke apresenta um herói trágico que não aceita o peso da idade e tenta manter a carreira de lutador. Rocky Balboa que se cuide. Marisa Tomei empresta seu charme como a Stripper com quem o decadente lutador mantém um romance ao som de músicas de sucesso dos anos 80. O prêmio serviu de redenção para ambos.

Veja a lista dos principais vencedores do 65º Festival de Veneza:

Leão de Ouro de Melhor Filme:

“The Wrestler”, do norte americano Darren Aronofsky

Copa Volpi de Melhor Ator: o italiano Silvio Orlando

por “O Pai de Giovanna” (“Il Papa di Giovanna”)

Copa Volpi de Melhor Atriz: a francesa Dominique Blanc

por “A Outra” (“L’Autre”)

Leão de Prata de melhor roteiro: o russo Aleksey German Jr.

por “Soldado de Papel” (Paper Soldier)

Prêmio Especial do Júri:

Cineasta etíope Haile Gerima por “Teza”

Leão Especial do Júri:

Cineasta alemão Werner Schroeter pelo conjunto da obra