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Conheça o novo blog Maracutaia Livros

Convidamos a todos para conhecerem o novo blog Maracutaia Livros. Todo o conteúdo foi transferido para o novo blog e agora temos atualização diária. Para conhecer o novo blog, clique na imagem abaixo.

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Existe objetividade no jornalismo?

Segundo Michael kunczik, quem primeiro levantou a polêmica foi Tucídides em sua obra “Histórias da Guerra do Peloponeso”, há mais de 2.400 anos. “Essa investigação foi difícil porque os depoimentos sobre os diversos fatos não foram todos descritos do mesmo modo, mas esmiuçados segundo seus pontos de vista ou da maneira como os lembraram” afirmava. Travava-se, assim, o problema da objetividade no jornalismo, que ainda hoje permanece sem solução.

A polêmica é grande: uns se esforçam para comprovar a impossibilidade de ser completamente objetivo, outros criticam os jornalistas de não serem neutros ou não conseguirem reportar a realidade sem interpretá-la. É óbvio que os segundos são mais infelizes em suas colocações. Jamais um fato ou acontecimento poderá ser comunicado sem que haja em sua transmissão subjetividade. O motivo é simples: a subjetividade nunca poderá ser excluída do ser humano. Lógico que há uma diferença bastante sutil entre ser subjetivo e ser tendencioso.

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Percepção renovada

A realização desse trabalho de acompanhar a Reunião Internacional e o Encontro Estadual de Parteiras Tradicionais 2008, nos permitiu mergulhar num universo desconhecido da maioria. Sempre que falamos em parteiras, caímos também nas amarras do preconceito ao imaginar senhoras idosas, em lugares remotos, com práticas obscuras e esquecidas pelo tempo, desenvolvendo o seu trabalho “primitivo” pela falta de oportunidades de contribuir de outra forma para a sociedade. Ledo engano.

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Quando a ciência defende o parto humanizado

Desprezados pela maioria dos profissionais de saúde, os metódos tradicionais utilizados pelas parteiras servem de base para pesquisa acadêmica do médico argentino Hugo Sabatino

Estudo da Organização Mundial de Saúde, publicado em 2006, revelou um crescimento de 20% na prática de partos cesarianos na América Latina. Como consequência, os índices de mortalidade pós parto e de neo natal sofreram elevação. Os números também mostram o Brasil como um dos países onde mais se realizam cesarianas. Segundo dados oficiais de 2004, a taxa de cesarianas era de 34,5%, dos 2,5 milhões de partos realizados naquele ano. O Ministério da Saúde, em resposta a essa situção, formulou o Pacto Nacional para Redução da Mortalidade Materna, que reduziu o pagamento de cesárias para hospitais. Mas a técnica de parto cesária não é recente. A história sugere que o imperador romano Caio Júlio César tenha nascido com essa técnica. Por isso, o nome cesária.

Contrariando a tendência atual, o médico argentino José Hugo Sabatino, há 30 anos no Brasil, defende, pratica e difunde o parto humanizado. Formado em medicina pela Universidade Nacional de Córdoba na Argentina em 1968 e pós graduado na Argentina e no Uruguai, Sabatino obteve o título de Especialista em Tocoginecologia em Montevidéu e foi convidado a trabalhar na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas onde atua desde então como professor adjunto.

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Parteira, um exemplo a ser seguido

Muito mais do que apenas aproximar mulheres de todo o Brasil e de outros regiões da América Latina, a Reunião Internacional e Encontro Estadual de Parteiras Tradicionais 2008, realizada de 28 de abril a 3 de maio em Olinda, no Grande Recife, procurou atingir metas bem específicas. Uma delas foi traçar estratégias para organizar grupos e reuniões de parteiras em várias partes do País, a exemplo do que já é feito em Pernambuco pela C.A.I.S do Parto, ONG responsável pelo encontro.

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Mirem-se no exemplo daquelas mulheres: parteiras

Diferente das “Mulheres de Atenas” retratadas na música, as parteiras buscam autonomia, liberdade, reconhecimento e difusão do parto humanizado

Apesar de parecer restrito ao universo feminino, a luta das parteiras começa a servir de exemplo também para os homens. O Cais do Parto trabalha para conscientizar ambos os lados levantando sua bandeira para todos, independente de gênero. Os grupos de casais grávidos foram criados com o objetivo de envolver também os parceiros, o que despertou a atenção do sociólogo Bruno Monteiro, 24 anos, morador de Olinda. Ele e sua companheira Sofia, de 22 anos, entraram no grupo há dois meses e descobriram a luta pela humanização do parto.

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Parteira, profissão sublime

Por Domingos Sávio de Godoy

Parteira é uma das profissões mais nobres que existem na humanidade. Elas são responsáveis pela realização de um dos gestos mais sublimes da natureza: gerar vida. O nascimento do ser-humano. Sua historia é tão antiga quanto à história da própria espécie.

Elas aprendem seu ofício na prática, geralmente com o auxílio de parteiras mais velhas. Destacam-se muito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. São muito eficientes na zona rural e nas florestas ribeirinhas, onde o acesso aos postos de saúde é precário.

Utilizando-se de suas mãos, de uma bacia com água e de uma tesoura ou material cortante, fazem o parto de acordo com as condições encontradas em qualquer ambiente, ou seja, à luz de vela, de lamparina ou, até mesmo, de candeeiro.

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