“O Rafael” – Renascimento da Arte em 3D – Parte III

Rafael o mercado da indústria de entretenimento, de uns anos pra cá, atingiu um grande patamar de retorno financeiro, fosse com o cinema, games, animações 3D e tantos outros dispositivos de serventia ao cidadão do mundo, quais estúdios você conhece e trabalhos de 3D que você considera muito bom?

No Brasil posso citar a carioca Seagulls Fly (Glo-Beleza) a paulista Vetor Zero (Tartaruga da  Brahma é clássico) além de muitas outras. No exterior, temos a ILM (cinema), Pixar (cinema e  animação) Blur (publicidade e games), Blizzard (games), Konami (games), Epic Games. São tantas  que poderia escrever páginas, porém essas me inspiram até hoje.

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Em alguns momentos em suas aulas, você sempre faz pequenas citações a um ou outro personagem das Histórias em Quadrinhos. Qual a relação que você vê dessa arte, a Nona Arte com a Arte Digital e mais propriamente com a Arte do 3D?

As duas possuem o mesmo objetivo, comunicação. Porém, o quadrinho possui limitações que acabam enriquecendo. O fato de não ter som e não ter movimento, só simulação, exigiu dos quadrinhos uma necessidade maior de surpreender. Seja no enquadramento (fotografia), nas cores, anatomia, expressão nas cenas de ação, muita simulação de movimento e roteiros bastante fantasiosos, facilitando a imaginação. Se o artista pega esses elementos tão ricos dos quadrinhos, e adapta para a animação 3D, que teoricamente, tem mais recursos, o trabalho pode ficar muito mais interessante. Devemos tomar cuidado com o ponto comum em que muitas produções estão chegando hoje. Deve-se surpreender. Um grande exemplo é a mega produção 300 Esparta. Juntando o realismo do 3D com a estilização dos quadrinhos, podemos achar um ótimo caminho a explorar.

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Com as novas tecnologias e os novos equipamentos que surgem, qual a sua visão sobre Futuro e o 3D no mundo?

Essa pergunta é muito difícil, pelo menos para mim. O mundo é muito grande, difícil de visualizar  tudo. Sei que estamos passando por um período de mudanças velozes. Existem muitas empresas  com muito dinheiro para investir em novas tecnologias. Existem engenheiros gênios trabalhando  com muita velocidade para esse tão falado futuro que nunca chega. Existe uma eterna busca em  aumentar a produtividade e possibilidade de expressão artística. Tudo isso em equilíbrio. Sinceramente, não tenho tanta visão para saber onde isso vai caminhar.
Só tenho certeza de duas coisas:
1 – As mudanças nunca vão parar de acelerar. Nossa sorte foi nascer em uma época onde as coisas acontecem mais rápido e já estamos acostumados com isso. Em muito breve a arte virtual vai passar por mais uma mudança brusca.
2 Profissionais de diversas áreas, não só da arte, deverão estar atento à chegada dessas novas tecnologias e se adaptar com velocidade, caso contrário, pode ficar para trás. Deve-se abrir a cabeça e aceitar a renovação sempre. Isso é bom, assim não fica monótono.

“…Estude arte, treine arte, respire arte, viva disso, ame isso demais.”

A última parte de uma entrevista que o transportará para outro mundo.

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Continua…

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