Na trilha dos documentários

Ao iniciar o registro das imagens em movimento, nasce o primeiro gênero cinematográfico, o documentário. Apontar a câmera e filmar, sem roteiro, tudo o que acontecia ao redor, era a rotina dos realizadores pioneiros. Como resultado, nasceram diversos curtas metragens visando, a princípio desenvolver estudos acadêmicos e, depois, entreter platéias cada vez mais curiosas com as possibilidades da nova arte.

Fase Pioneira
1878 – Edward Muybridge registra o galope do cavalo em 24 fotogramas.
1888 – Louis Augustin Le Prince registra o movimento nas ruas de Londres.
1891 – Etienne Jules Marey registra os pássaros e o movimento do corpo humano.
1894 – Thomas Edson filma o barbeiro, o trapezista e uma luta de boxe
1895 – Os irmãos Lumière filmam funcionários saindo da fábrica e o trem na estação

Diversos curtas metragens eram exibidos em sequência numa única sessão para a platéia. Poderia aparecer qualquer coisa em cena, o público apreciava apenas o fato da imagem projetada na tela simular o movimento.

Os primeiros documentários de longa metragem:

Nanook, o Esquimó (Nanook of the North, 1922), de Robert Flaherty
Encouraçado Potemkim (Bronenosets Potyomkin, 1925), de Sergei Eisenstein
O Homem com a Câmera Cinematográfica (Chelovek s Kinoapparatom, 1928), de Dziga Vertov


Dez documentários imperdíveis:

Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth , 2006), de Davis Guggenheim;
O documentário denuncia do ex-candidato a presidente dos Estados Unidos, Al Gore, coloca o tema do Aquecimento Global na pauta das discussões políticas no mundo inteiro.

Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 2002), de Michael Moore;
A irreverência de Michael Moore investiga o que levou duas crianças a cometerem um massacre na escola onde estudavam e retrata uma sociedade viciada em armas.

Quem Somos Nós? (What the Bleep Do We Know!? , 2004), de William Arntz;
Uma série de questionamentos básicos como De onde viemos? Para onde vamos? numa releitura sobre a própria realidade que nos cerca e a maneira como enxergamos a vida.

Ilha das Flores (Idem, 1989), de Jorge Furtado;
Divertido, sem deixar de ser crítico. Uma investigação caótica, lúdica e imprevisível sobre as condições do subdesenvolvimento e como isso afeta nossa vida cotidiana.

Fahrenheit 9/11 (Idem, 2004), de Michael Moore;
Michael Moore ataca novamente com uma análise detalhada sobre os acontecimentos do fatídico onze de setembro e das ingerências do presidente dos EUA, George W Bush.

Cabra Marcado para Morrer (Idem, 1985), de Eduardo Coutinho;
Documentaristas procuram fazer um registro dos conflitos no campo em 1964. Quando ocorre o golpe militar, todos são perseguidos. Anos depois, eles retomam o projeto.

Uma Breve História do Tempo (A Brief History of Time , 1991), de Errol Morris;
As teorias da física sobre o universo, o tempo e a origem da vida numa linguagem acessível, baseada no livro homônimo escrito por Stephen Hawking.

Super Size Me – A Dieta do Palhaço (Super Size Me, 2004), de Morgan Spurlock;
O documentarista decide se alimentar apenas dos lanches fast food rica em gordura. Em apenas um mês, quase perde a noiva, o médico acompanhante e a própria vida.

Ricardo III – Um Ensaio (Looking for Richard, 1996), de Al Pacino;
Um exercício metalinguístico onde o famoso ator entrelaça a interpretação da peça, com os ensaios, testes de elenco, apresentação no palco e entrevista com o público.

Marcha do Imperador, A (Marche de l’Empereur, La, 2005), de Luc Jacquet.
A metáfora da luta pela vida e pela sobrevivência focalizando uma família de pingüins imperadores em pleno continente gelado da Antartida.

Confira o clip legendado da música de Melissa Etheridge – I Need To Wake Up, trilha sonora do documentário Uma Verdade Inconveniente ( An Inconvenient Truth , 2006 ):

E você, quais os seus documentários favoritos?

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Uma resposta para “Na trilha dos documentários

  1. Olá, achei muito legal suas indicações. Já assisti boa parte deles e realmente são todos muito bons. Mas verifiquei que você não colocou o documentário Zeitgeist (2007). É um documentário muito polêmico, porém é muito interessante. Vale a pena você conferir caso não o conheça ainda.

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