Medalha de dor

Enquanto o governo chinês admite a morte de 19 pessoas durante as manifestações em Lhasa, o governo tibetano denuncia mais de 100 mortes.

Desde o início das manifestações no Tibet, o governo chinês procura manter os jornalistas afastados da região e, num ato extremo, censura a Internet para evitar a propagação de notícias e vídeos que revelam a violenta realidade na província tibetana. Em 06 de abril, sites como Google News e You Tube foram bloqueados pelo governo chinês. Ainda é possível acessar os sites em cafés na China e até no Tibet. Entretanto, ao tentar acessar conteúdo “proibido”, como, por exemplo, as palavras Free Tibet, o internauta chinês esbarra com o aviso “página não disponível”, enquanto os ocidentais podem abrir o site normalmente.

Os protestos começaram quando monges budistas foram presos em 10 de março último, após realizarem uma passeata para celebrar os 49 anos do levante tibetano contra o domínio chinês. A revolta, na época, fracassou e o líder espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama, desde então no exílio, viaja pelo mundo para promover a causa da independência de sua nação.

Ao saber da prisão dos monges, a população reagiu promovendo manifestações contra os chineses em diversas cidades do Tibet, principalmente na capital Lhasa. Como os olhos da mídia internacional estão voltados para a China por conta das Olimpíadas de Pequim, as manifestações chamaram a atenção do mundo inteiro. Desde então, houve demonstrações de apoio pela independência do Tibet em vários países, inclusive no Brasil. Apesar de o governo chinês querer mostrar que a situação está sob controle, os vídeos veiculados na Internet provam o contrário. Eles revelam até que ponto os chineses estão dispostos para manter sua soberania sobre o Tibet.

Veja os vídeos censurados na China:
Manifestações no Tibet – Pela CCTV – Canal do Povo da República da China

Situação de Lhasa – Pela Euronews – Rede de notícias européia

Manifestações no Tibet – Pela BBC News – Rede de TV Britânica

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