À um passo da eternidade

Desde a invenção da Fotografia, a corrida pela tecnologia da imagem em movimento se intensificou em diversos países. Muitos tentaram desenvolver inventos que pudessem alcançar tal intento, entratanto, nem todos alcançaram êxito. Ocorreu até o desaparecimento de um dos inventores, num caso sem explicação até hoje. Conheça os inventos mais notórios:

Edward Muybridge consegue em 1878 obter 24 fotografias que registram o movimento do cavalo a galope. Desenvolvendo um aparelho batizado de Zoopraxinoscópio, ele consegue projetar imagens decalcadas da seqüência fotográfica.

Étienne-Jules Marey desenvolve em 1891 uma espingarda fotográfica capaz de tirar 12 fotos por segundo com o objetivo de estudar o vôo das aves. E para proceder à fixação, ele inventa o Cronofotógrafo que captura as várias fases de um corpo em movimento, precursor da câmera cinematográfica.

Thomas Alva Edson tenta criar nos Estados Unidos em 1887, um aparelho para registrar o som em sincronia com a imagem em movimento batizando de Fonógrafo Ótico, mas o aparelho decepciona inviabilizando o projeto.

Louis Augustin Le Prince desenvolve na Inglaterra em 1888, a primeira câmera que registra imagens em movimento. Fragmentos preservados até hoje mostram, em alguns fotogramas, o movimento nas ruas de Londres. Sendo considerado o filme mais antigo do mundo. Le Prince seguiu de trem para Paris com a intenção de patentear seu invento, mas desapareceu no percurso. Apesar das investigações da polícia, o mistério nunca foi solucionado. A viúva de Le Prince, em seu leito de morte, culpou Thomas Edson pelo incidente.

Thomas Edson não desiste e contrata um assistente, William Dickson. Juntos, eles criam uma câmera batizada de Cinetógrafo para registrar apenas imagens, descartando o som. O fracasso do fonógrafo, no uso em espetáculos de auditório para um grande publico, forçou Edson a decidir pela criação de um aparelho de reprodução das imagens para uso individual. Então, a dupla criou o Cinetoscópio, aparelho, semelhante a um fogão, com um visor por onde cada indivíduo observa os filmes ao inserir moedas, realizando sua primeira demonstração pública em 1891. Firmado como grande atração, o invento estimula Edson a construir o primeiro estúdio do mundo para produzir filmes, o Black Maria, em 1893. Ao considerar os custos de patente mundial muito elevados, Edson escolhe patentear seu invento apenas em território norte-americano.

A busca pelo pioneirismo na projeção de imagens em movimento impulsionou nos anos seguintes experimentos em vários países como a Alemanha (Ottomar Anschutz e Max Skladanowski), a Polônia (Kasimir Proszynski), a Inglaterra (William Friese-Greene), os Estados Unidos (Francis Jenkins), a Itália (Filoteo Albertine) e até a Iugoslávia. Mas nenhum deles teve o êxito alcançado por uma família de fotógrafos de Lyon, na França.

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2 Respostas para “À um passo da eternidade

  1. Roni,
    muito rica, como sempre, sua matéria sobre a evolução da imagem em movimento.
    Dei uma olhada nas outras postagens dos colegas e também gostei muito. Muito interessante esse blog!
    Parabéns a todos vocês!!!

  2. Pois é, mas existem provas de que o primeiro a desenvolver, utilizar e aprovar o cinematógrafo foi Filoteo Albertini, na Itália – um ano antes dos irmãos Auguste e Louis Lumiere.
    Foi apenas uma questão burocrática ficar para a posteridade o nome dos franceses…
    Não é?

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