Impressões na História

A origem dos jornais modernos se deu nas duas primeiras décadas do séc. XVII. Inglaterra, França e Alemanha até hoje disputam a paternidade. Muitos acreditam que as mudanças político-sociais foram provocadas pela circulação dos impressos. Pensadores como Voltaire, Montesquieu e Rousseau difundiam a troca de idéias. Outros pensadores como Breton, Prolux e Giovannini não acreditavam que a imprensa tenha influenciado qualquer grandes mudança social. O certo é que a circulação de idéias sempre esteve presente nas grandes mudanças. As cartas eram o principal meio de comunicação e informação entre as pessoas até surgir a imprensa.

A industrialização das máquinas tornou o processo de impressão mais rápido e barato, surgindo assim os jornais sensacionalistas nos EUA. O jornalismo da época do início do século enfrentou dificuldades. A principal foi à crise econômica de 1929 devido à queda da bolsa de Nova York. A Inglaterra inovou com a inclusão de assuntos como: Esportes, Entretenimento e as manchetes de primeira página. Já na França, se manifestavam os jornais de esquerda, de centro e de direita, além dos religiosos e monarquistas. Na Primeira Guerra, os militares controlavam as informações transmitidas. Na Segunda, os jornais começaram a disputar espaço com o Rádio e a TV. No fim do séc. XIX, os jornais passaram a utilizar gráficos e fotografias. Hoje, os conceitos que traduzem o jornalismo são: publicidade, atualidade, universalidade e periodicidade. Sendo assim, o jornalismo tem a função de divulgar as informações voltadas para o público de forma medida, periódica e organizada, vigiando e fiscalizando o Estado, as organizações privadas e de interesse público.

No Brasil, desde a chegada dos portugueses, os livros eram restritos apenas aos catequistas. Em 1706, foi instalada uma tipografia no Recife e outra no Rio de Janeiro, porém, no ano seguinte, uma ordem determinou que os livros deveriam vir de Portugal. A imprensa surge no Brasil a partir de 1808, começando com a impressão Régia, porém, no início do século XIX, houve o surgimento do Correio Brasiliense que era produzido em Londres, confrontando o poder Régio com postura crítica.

No fim do século XIX, surge a obra Os Sertões que foi considerada uma das maiores reportagens da história do jornalismo brasileiro, escrito por Euclides da Cunha. O jornalismo avançou muito desde a metade do século XX, a parte gráfica ganhou mais destaque. Primeiro, inseriram as fotos, depois a cor. Nos últimos anos, com a explosão da Internet, a imprensa passou a disputar com a nova mídia. Entretanto, antes visto como um concorrente, a rede mundial de computadores tornou-se um importante aliado. Mas essa aliança não garante o futuro dos veículos impressos. Por isso, o grande desafio hoje é repensar o papel da imprensa na sociedade para se adequar as linguagens e necessidades das próximas gerações.

Numa das possibilidades imaginadas, a imprensa poderia produzir diariamente um universo de informações bem mais amplo do que o espaço reservado às notícias impressas em cada exemplar. Se aderir ao extremo da segmentação, cada unidade impressa, publicada com exclusividade para cada assinante, teria como característica a personalização para atender com notícias e anúncios segundo o perfil de interesses e hábitos de consumo individuais, tornando único, cada exemplar.

A publicação seria impressa num papel inteligente. Esse papel já existe. Foi inventado pela Xerox e batizado de E-Paper. As páginas vêm em branco. Em vez de tinta, as letras são eletrônicas, gravadas por uma “impressora” especial – e podem ser apagadas, como na tela de um computador.

O E-Paper tem duas camadas de plástico transparente. Dentro delas, bolinhas eletricamente carregadas têm duas cores, branco e preto. Sob um campo elétrico, as bolinhas giram, alternando a face exposta. Isso cria textos e imagens, que mudam ao receberem cargas elétricas diferentes. Com qualidade gráfica parecida com a de uma impressora a laser, o E-Paper promete substituir o papel comum – além de poupar milhões de árvores. Essa nova tecnologia permitiria fazer um grande jornal, mais completo e interativo, com uma única página.

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Uma resposta para “Impressões na História

  1. Olá!! Ronilson, adorei o blog. Muito bacana todos os textos que li.
    Já ganharam mais uma leitora, viu?

    Parabéns!!
    Beijão

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