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Melhores da Prismarte premia autores de quadrinhos brasileiros 29/09/2008

Posted by Ronilson Araújo in Scenarium.
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O dia 27 de setembro foi a noite de gala dos quadrinhos em Pernambuco com a distribuição dos prêmios Melhores da Prismarte, promovido pela Pada – Produtora Artística de Desenhistas Associados, no auditório da Livraria Cultura do Recife. O evento reuniu nomes importantes dos quadrinhos em nosso Estado, tanto da área de produção e quanto na de divulgação e incentivo, como os estudantes de jornalismo Arthur Felipe, Leandro Lopes e Leonardo Santos da Faculdade Mauricio de Nassau, criadores do Blerg do Léo e responsáveis pelo programa Almanaque, inteiramente dedicado aos quadrinhos. Michelle Ramos, considerada por muitos como a madrinha dos quadrinhos independentes brasileiros por seu trabalho de divulgação no Zine Brasil. Zeca do Patrocínio, candidato a vereador, sempre dedicado a cultura e ao incentivo dos quadrinhos pernambucanos. Os responsáveis pela Pada, Milson Marins, José Valcir e Arnaldo Luiz, organizadores do evento. Além dos muitos artistas, roteiristas, ilustradores, desenhistas e fanzineiros indicados ou premiados com o Trofeu Melhores da Prismarte. Parabens a todos. Ano que vem tem mais…

Os diversos prêmios foram divididos entre os autores de Pernambuco e os autores dos demais estados. A escolha dos indicados e vencedores foi feita pelos leitores através de votação no site da Prismarte. Conheça mais sobre a Pada. O principal prêmio de Honra ao Mérito foi dedicado ao artista Zenival Ferraz, um quadrinista pernambucano entre as décadas de 70 e 80. Uma de suas principais histórias foi publicada na revista Spectro, da editora Grafipar, chamada Jesuino Boa Morte, escrita por Júlio Emílio Braz.

Veja mais detalhes sobre o evento no Zine Brasil.

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Evento de quadrinhos da Pada apresenta programa Almanaque 28/09/2008

Posted by Ronilson Araújo in Scenarium.
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O evento Melhores da Prismarte, promovido pela Pada – Produtora Artística de Desenhistas Associados, ocorrido no último dia 27, no auditório da Livraria Cultura do Recife, apresentou um programa muito especial dedicado aos quadrinhos chamado Almanaque. O programa de variedades surgiu como um projeto dos estudantes de jornalismo Arthur Felipe, Leandro Lopes e Leonardo Santos da Faculdade Mauricio de Nassau, também responsáveis pelo Blerg do Léo. Com muito dinamismo e descontração, o programa apresenta entrevistas, notícias, perfil de personagens e lançamentos, sempre destacando os artistas locais e suas produções.

A criatividade sobressai por todo o programa desde a abertura, transformando vinhetas, trilhas sonoras, linguagem, imagens de fundo numa grande homenagem referencial à nona arte. O programa é um verdadeiro deleite para os apreciadores dos quadrinhos. Quem viu gostou. Pena que uma produção com esse nível de qualidade não consegue espaço de exibição nas redes de televisão, ficando restrito aos eventos independentes e a veiculação na Internet. A boa notícia é que o grupo pretende lançar o programa inteiro no You Tube e não querem ficar só no primeiro. Quando tivermos o endereço, será divulgado no Abelhudos. Vamos torcer para assistir muitas outras edições do programa. Mas por enquanto, fique com a prévia de Almanaque.

HQ Seqüencial 27/09/2008

Posted by Marco Marins in Sequencial.
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Arte Seqüencial, na verdade poderíamos dizer que é o teste drive de um bom desenhista, pois exige que o artista, não importando que função ele vá exercer, tenha vários requisitos e qualidades para conseguir produzir uma história em quadrinhos. No entanto uma das coisas as quais ele poderia ter mais é o fôlego para fazer algo que a tantas gerações diverte e ensina.

Bom Humor para toda vida! 26/09/2008

Posted by Marco Marins in Humor.
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Ditado popular, “Se os problemas são inevitáveis, relaxe e goze a vida!” e seguindo essa receita a seção Arte’D trás diretamente de Humorlândia, todos os artistas e trabalhos que farão você morrer de rir, claro que não queremos que você morra, afinal o que seria de nós sem seu bom humor e vontade de curtir as coisas boas da vida!

Divirtam-se!

Um Brasil Zen 24/09/2008

Posted by Marco Marins in ArteD.
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O surgimento da internete na sociedade mudou muito a estrutura pessoal, educacional , profissional, religiosa e artística do ser humano.

Na questão artística e mais especificamente para o mundo das Histórias em Quadrinhos, tanto no exterior como no Brasil, essas mudanças trouxeram importantes resultados para o espaço artístico das HQs brasileiras, ao citarmos os veteranos, nomes da década de 50, 60 e 70, ressurgiram, e até em alguns casos conseguiram lançar com aquele ultimo fôlego mais um trabalho no mercado. Porém miremos nos artistas atuais, não exatamente os famosos, não que eles não mereçam nossa atenção, más, aqueles que estavam atrás das cortinas, sendo esse o enorme evento, da luta do artista, em ser reconhecido, não só pelas editoras, más principalmente pelos possíveis leitores de seus trabalhos.

Poderíamos dizer a aqueles artistas que estão do outro lado da pagina impressa de uma revista, da mesma forma como os demais que ele admira, apenas almejam uma coisa, seu lugar ao sol.

Seguindo esses estímulos, sonhos, desejos, objetivos não importam essas três personagens que fazem parte da história da História em Quadrinhos no Brasil, Nestablo, Tatiana e Zen, são o exemplo das transformações que a Internet causou. A mesma possibilitou e possibilita com que o trabalho de autores desconhecidos como eles, atinjam pessoas de toda a parte do mundo e com um trabalho refinado, tanto visual como literário o Zona Zen, blog o qual qualquer pessoa pode visitar, se informará e se divertira com as aventuras de Zen.

Melhor que continuar a descrever as atividades desses três heróis, é conversar com eles.

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Um Brasil Zen – Continuação 24/09/2008

Posted by Marco Marins in ArteD.
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Nestablo, sabendo que todo artista tem um heróis ou anti-herói preferido, qual é o seu?

Meus heróis, sem sombra de dúvida, são meus pais! Graças a eles eu consegui apurar minha sensibilidade, item fundamental para quem quer se comunicar, e quadrinhos é isso: comunicação. Meus pais são minha fonte de inspiração para tudo que faço na vida. A coragem deles é divina! Tento passar para meu trabalho tudo que aprendi e aprendo com eles! Acho que os profissionais precisam mostrar mais destes exemplos em seus trabalhos.

Como já citamos que a estrada trilhada pelos quadrinhistas brasileiros é árdua, como foi seu percurso nessa estrada Nestablo, antes de aparição na internete?

Quando eu comecei a produzir quadrinhos profissionalmente, a Internet já não era uma jovem mocinha (risos). Os recursos para se colocar um trabalho na internet era limitado, não existiam blogs nem essa facilidade de hoje onde todos podem ter um site. Eu só comecei a explorar a internet e me aventurar mais dentro dela na década de 90, quando comecei mesmo a produzir minhas próprias histórias, ao mesmo tempo que tentava pensar numa forma de expor no mundo virtual. Mas não era mesmo tão fácil como é hoje! (risos). Então, posso dizer que minha vida profissional foi evoluindo paralelamente com a net. Um casamento feliz já que ela nos dá essa liberdade de poder mostrar o que podemos fazer na hora que quisermos.

Tatiana, nós sabemos que o mercado de histórias em quadrinhos no Brasil não é o que chamaríamos de ambiente natural das meninas, ou seja, do sexo feminino, principalmente quando relembramos o passado. Quando foi e como foi seu primeiro contato com esse tipo de arte e o mercado de HQs no Brasil?

É verdade, quando eu era guria nunca vi quadrinho feito por uma mulher. Aliás, ter acesso a vários autores já era bem raro, tinha o de sempre, pelo menos onde eu morava, tinha Maurício de Sousa, (eu gostava da Tina, do louco, e do Chico Bento), e tinha Disney e Marvel que eu não gostava muito. Na banca o espaço para os gibis era o canto do fundo. Eu preferia muito mais os livros. Em casa eu fazia historinhas do cotidiano da minha casa, ainda tenho esses desenhos…(risos). Com 8 anos entrei num ateliê de arte, aí conheci os artistas, reparei que haviam mais artistas homens que mulheres, isso tudo me marcou forte. Neste ateliê li revistas estrangeiras maravilhosas de arte, mas mesmo lá não tinha gibi. Bem mais tarde, quando ouvi pevez o disco da Janis com a capa do Crumb, foi que descobri outros desenhistas, pois fui pesquisar quem era o cara que desenhou a capa do disco, então um nome levou à outro e ai foi… Mas minha relação com o quadrinho sempre foi leve, nunca fui daquelas que respiram quadrinho dia e noite. Apesar de eu fazer histórias, eu lia mais livros que gibi. Meu interesse por animação é que me trouxe o quadrinho novamente. Eu gosto mais de histórias de cotidiano, e amo ficção científica. Hoje tem gente bacana por aí, eu gosto da Maitena, e quando li a Marjane Satrapi, foi perfeito, li Persépolis muito rápido de uma tacada só, simplesmente não dava pra parar de ler!

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Um Brasil Zen – Final 24/09/2008

Posted by Marco Marins in ArteD.
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O mercado de quadrinhos forçou o surgimento de um outro tipo de sociedade ou tribos (como dizem algumas pessoas), foi o surgimento dos Fanzines, um movimento que se iniciou na Inglaterra por volta dos anos 60, se alastrou pelo resto do mundo, chegando aqui no Brasil no anos 70. Fanzine partindo do conceito que era algo feito por fãs, fosse edições poéticas, música ou HQs o gênero criou força no Brasil e se alastrou por todo o país, porém a chegada da inernete deu uma guinada nesse movimento cultural de uma forma que hoje quase não se houve mais falar do mesmo, ou seja, foi devorado pelo bicho papão da internete ou quem sabe da globalização. Qual a sua opinião Nestablo e Tatiana sobre esse assunto? Que futuro vocês acham que esta reservado para os Fanzines, Fanzineiros e seus personagens, muitas vezes guerreiros combatentes de uma guerra ultrapassada, porém ainda muito sentida que é as dos artistas nacionais batalharem por seu espaço no Brasil?N

Eu não vejo esse futuro terrível para os fanzines. Acho que a internet, neste caso, veio para ajudar a encurtar as distâncias entre os fanzines e seus leitores. Não vejo como bicho-papão, mas sim como fada madrinha. A internet é uma grande ferramenta e aliada, mas você precisa saber como usar isso.

Acho que a arte sempre se transforma, e encontra um modo de se manter viva, assim como o veículo em que ela se expresse. Essa discussão aconteceu com os discos vinil, que estão a toda hoje nas pickups; aconteceu com o grafite que hoje vem se transformando e agregando mais linguagens como os adesivos; aconteceu com o rádio quando apareceu a televisão, nossa tantos exemplos, e em todos houve não uma extinção, mas uma transformação bem interessante. A internet se bem usada pode ser uma enorme aliada. Quem sabe os fanzines não vão invadir a internet sendo uma forma mais direta e original de expressão? Existem muitas coisas experimentais sendo feitas na internet, estou curiosa para ver em que os fanzines irão se transformar.

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Arte’D Apresentação 22/09/2008

Posted by Marco Marins in ArteD.
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Numa razão não muito difícil de entender, nasce a seção Arte’D. O “D” representa desenho que é algo tão primordial em nossas vidas. O desenho nos acompanha do nascimento a além, pois em todas as nossas atividades, lá esta ele, representando e mostrando nossos desejos, sonhos e vontades. Não importa que profissão você siga, o desenho o obrigará a usá-lo. E é nesse sentido que a Seção Arte’D do blog Abelhudos inicia sua atividades artísticas, proporcionando ao seu público, aventuras, na forma das HQs, Histórias em Quadrinhos, informação, com nossas matérias, as quais explorarão todas as possibilidades de sucesso atingíveis através da Arte de Ilustrar, revelando as feras do desenho.

Levando em consideração que a ramificação da arte é muito mais extensa do que imaginamos, ela vai além da Pintura, Escultura, Modelagem, Música, Cénicas e etc., a mesma representa para nós em sua maior definição, a forma ao qual o ser humano consegue comunicar-se com a sociedade, revelando suas idéias, desejos, expressões e sentimentos. Em suma, a finalidade da seção Arte’D, é mostrar, revelar, divulgar o mundo da arte, seus autores, co-autores e suas obras, famosos ou não. Na verdade, estaremos desenhando em sua vida uma outra forma de conhecer-se e conhecer o mundo.

Bom divertimento.

De Niro e Pacino de travestis, Novo Triplo X e da Vingança para a Sede 15/09/2008

Posted by Ronilson Araújo in Cine Express.
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De Niro e Al Pacino concluem filme policial para atuarem como travestis

Eles realizaram poucos filmes juntos. Em O Poderoso Chefão – Parte II (The Godfather Part II, 1974), de Francis Ford Coppola, Robert DeNiro e Al Pacino não contracenam em cena alguma, embora ambos tenham papéis importantes no filme. Foi necessário duas décadas para ocorrer o reencontro em Fogo contra Fogo (Heat, 1995), de Michael Mann, mas eles atuaram juntos numa breve sequência. O novo As Duas Faces da Lei (Righteous Kill, 2008), de Jon Avnet, aproveita melhor os astros no papel de detetives de Nova York, mas os críticos não apreciaram o resultado e metralhando o filme de todos os lados. Apesar disso, DeNiro e Pacino gostaram de atuar juntos e já pensam no próximo projeto. A intenção é fazer duas irmãs numa comédia. O astro de Perfume de Mulher e Advogado do Diabo acredita que o parceiro DeNiro atuou bem em muitas comédias nos últimos anos. Portanto, Pacino acredita no potencial do próximo projeto. Mas será uma grande surpresa para o público ver Robert De Niro e Al Pacino travestidos numa comédia. As gargalhadas estão garantidas.

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Se depender da Sony, Vin Diesel retorna em novo Triplo X

Vin Diesel

Vin Diesel

A mais nova aventura de Vin Diesel nas telas, Missão Babilônia (Babylon A.D., 2008), desabou nas bilheterias. Mesmo assim, o estúdio Sony ainda pretende ver o astro na franquia que o ajudou a alcançar a fama, Triplo X. O filme original de 2002 foi dirigido por Rob Cohen, também responsável por Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious, 2001). Na época, o personagem interpretado por Diesel foi celebrado como uma releitura de James Bond. O filme ganhou uma tenebrosa continuação em 2005 com Ice Cube, dirigida por Lee Tamahori (007 – Um Novo Dia Para Morrer). A Columbia Pictures negocia com o produtor Joe Roth para reiniciar a franquia e já anuncia o título antes de ter o roteiro pronto. Triplo X: O Retorno de Xander Cage (xXx: The Return of Xander Cage). O produtor controla a franquia porque o filme original foi realizado através de sua empresa produtora Revolution Studios. Diesel já concordou em retornar e também o diretor. Falta os últimos acertos contratuais.

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Depois de tanta vingança, o diretor sul coreano tem Sede em Hollywood

Park Chan-Wook

Park Chan-Wook

Enquanto seu filme Sou um Cyborgue, Mas Tudo Bem (‘I’m a Cyborg, But That’s Ok, 2006) chega em DVD, o diretor sul-coreano Park Chan-Wook, autor da Trilogia da Vingança, formada pelos filmes Mr. Vingança (Simpathy for Mr. Vengeance, 2002), Oldboy (2003) e Lady Vingança (2005), conseguiu o apoio da Universal Pictures e da Focus Features para produzir seu próximo longa Sede (Thirst). O projeto desse longa se arrastou por muitos anos antes dele conseguir esse acordo com os estúdios. A trama focaliza um padre transformado em vampiro por acidente depois de passar por um experimento médico. Enquanto luta para se livrar da maldição, o padre termina se envolvendo com a esposa do melhor amigo. O lançamento de Sede (Thirst) ficou programado para 2009.

Um pequeno Avatar para o 3D, um grande salto para Hollywood 14/09/2008

Posted by Ronilson Araújo in Panorama.
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O diretor James Cameron realizou o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos, Titanic (Idem, 1998), mesmo depois de consagrado com filmes como Aliens, O Exterminador do Futuro, O Segredo do Abismo e True Lies. Entretanto, Cameron passou mais de uma década sem realizar filme algum após Titanic. Seu próximo projeto, a ficção científica Avatar tem lançamento previsto para 2009. Durante esse tempo distante das telas, o diretor realizou alguns documentários e trabalhos para a televisão. Mas o principal motivo do afastamento de Cameron, nos últimos anos, pode salvar Hollywood da guerra contra a pirataria. O Cinema 3D Digital.

Não confundir com as animações 3D, ou tridimensionais como Shrek, Incríveis ou Era do Gelo. O truque ótico conhecido como Terceira Dimensão não é novo. Era uma técnica usada nos anos 50 com relativo sucesso em que o público, com o uso de um óculos feito de plástico e papelão, enxergava pessoas e objetos saltarem da tela. Os projetores das salas de cinema precisavam ser adaptados para o truque funcionar. Com o tempo, os filmes abandoram essa técnica porque os óculos eram incômodos para a platéia, as adaptações onorosas para as salas de cinema e os roteiros dos filmes 3D eram toscos. Meros veículos para destacar o 3D. O que afugentava o público. Cada vez menos filmes insistiam em utilizar o recurso nas décadas seguintes.

James Cameron

James Cameron

Entretanto, James Cameron recriou a tecnologia com a ajuda dos recursos digitais de hoje e desenvolveu o Ultimato 3D, aliando o processamento digital, alta definição e os mesmos truques óticos capazes de fazer os astros e objetos saltarem da tela. Também finalizou um método para converter os filmes já realizados antes em produções 3D. Os diretores ficaram empolgados com os resultados alcançados e isso chamou a atenção dos grandes estúdios. Como resultado, nomes como Steven Spielberg, seu sócio Jeffrey Katzenberg, George Lucas e Peter Jackson, pretendem investir pesado na nova tecnologia. Lucas vai transformar todos os filmes Guerra nas Estrelas em 3D para relançar nos cinemas. Peter Jackson fará o mesmo com King Kong e Senhor dos Anéis. Katzenberg, grande defensor e divulgador da nova tecnologia, decidiu que todas as futuras animações da Dreamworks serão produzidas em 3D. O próprio Cameron, naturalmente, realiza seu Avatar todo em 3D.

Uma nova roupagem para o velho 3D

O diretor Robert Rodriguez experimentou a nova versão da tecnologia em Pequenos Espiões 3 e As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl. A nova aventura de Branden Fraser, Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth, 2008) também flerta com o novo recurso. Mas o principal lançamento, capaz de impulsionar o uso do 3D em Hollywood será realmente o próximo filme do Cameron, Avatar. Empolgado, o diretor explica sobre o nível de controle atigindo com a nova técnica: “É a mais pura criação onde, se quiser, você pode mover uma árvore, montanha ou o céu e mudar a hora do dia. Você tem o controle completo de todos os elementos da produção. Avatar fará Titanic parecer um piquenique”, sentencia Cameron. Katzenberg vai mais longe. “Acho que depois de um razoável período de tempo, todos os filmes serão feitos em 3D. Quando as platéias perceberem como a técnica é excepcional e os cineastas entenderem como a experiência que eles podem oferecer ao público será ampliada, os filmes bidimensionais (os atuais) serão coisa do passado. Essa é a mudança mais revolucionária desde a chegada dos filmes coloridos”.

Jeffrey Katzenberg

Jeffrey Katzenberg

O nome Jeffrey Katzenberg não é conhecido do público, mas exerce grande influência nos bastidores de Hollywood. Katzenberg usa essa influência para defender o novo sistema 3D Digital de alta definição. Sua decisão de realizar todas as futuras animações da DreamWorks em 3D Digital serve como grande alavanca para impulsionar a nova tecnologia. Uma demonstração realizada por Katzenberg durante uma conveção de televisão em Amsterdam, Holanda, para cerca de mil delegados, todos usando os novos óculos 3D, foi um grande sucesso. O auditório explodiu em aplausos desde a primeira cena apresentada. O executivo foi um dos principais responsáveis pela elevação de qualidade das animações da Disney no final dos anos 80 com A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 89) e também cuidou da produção de A Bela e a Fera e Aladdin. Ao ser demitido da Disney em 1994, entrou em parceria com Steven Spielberg e David Geffen para criar o próprio estúdio, a DreamWorks. Katzenberg ficou encarregado pela divisão de animação do estúdio e produziu grandes sucessos como O Príncipe do Egito e Shrek, podendo rivalizar com a Pixar e seus antigos patrões da Disney. As próximas animações da DreamWorks serão Monstros Vs. Aliens (Monsters vs. Aliens, 2009) e o quarto Shrek e ambos já trabalham com 3D.

O filme de Cameron, Avatar, usará todos os elementos clássicos do diretor reunidos com a intenção de ser o maior sucesso de todos os tempos. Um épico de ação e ficção científica com alta tecnologia, cenas aquáticas, mensagem ecológica, atores de peso e jovens promissores como Sigourney Weaver (Alien), Michelle Rodriguez (Lost) e Giovani Ribisi (Resgate do Soldado Ryan). Na trama, um veterano de guerra paraplégico faz parte da tripulação que encontra o planeta Pandora, rico em biodiversidade exótica. Eles entram em contato com uma raça humanoide, os Na’vi, e descobrem que o planeta pode colocar em risco a existência do universo. Os custos de produção de Avatar superaram os US$ 300 milhões, por enquanto. Mas orçamentos estourados também são elementos rotineiros na carreira de James Cameron. Entretanto, na matemática de Hollywood, um filme precisa arrecadar três vezes o que gastou para ser considerado um sucesso. Portanto, o filme de Cameron precisa, obrigatoriamente atingir a marca de US$ 900 milhões, para começar a lucrar. A tarefa não é fácil, mas se depender do 3D e do talento de Cameron, o sucesso está garantido.

2009 – Uma Odisséia 3D Contra a Pirataria

Hollywood sofre grandes derrotas na luta contra a pirataria. Câmeras e celulares com filmadoras são cada vez mais acessíveis ao público que entram nas salas de cinema e registram seus filmes favoritos para soltarem na Internet. Então, milhões de usuários no mundo inteiro fazem cópias dos filmes e assistem nos seus computadores e aparelhos de DVD, antes mesmo do lançamento dos filmes nos cinemas, resultando em bilhões de dólares em prejuízo. A esperança com o novo recurso é deixar de sofrer com a pirataria. O uso do 3D Digital nos cinemas, depende de salas equipadas e platéias com os óculos específicos. Com isso, ninguém poderá ver esses filmes em casa. Além disso, as câmeras e celulares não conseguirão registrar as imagens borradas dos filmes em 3D nas telas dos cinemas. Só será possível vislumbrar o filme na tela corretamente com os óculos para compor o truque ótico da Terceira Dimensão. Mas nem toda sala de cinema está preparada para exibir filmes 3D. Dados da consultoria Screen Digest revelam que atualmente existem apenas 6.440 salas 3D no mundo. Essa transição será gradual. Logo, quem quiser testemunhar os próximos grandes sucessos de Hollywood, precisará comprar um ingresso. Talvés até pague mais caro para assistir um filme 3D. Recentes pesquisas revelam que o público geral estaria disposto a pagar mais para ver os filmes com esse novo recurso. Portanto, preparem o bolso. 2009 é logo ali.