Desprezados pela maioria dos profissionais de saúde, os metódos tradicionais utilizados pelas parteiras servem de base para pesquisa acadêmica do médico argentino Hugo Sabatino
Estudo da Organização Mundial de Saúde, publicado em 2006, revelou um crescimento de 20% na prática de partos cesarianos na América Latina. Como consequência, os índices de mortalidade pós parto e de neo natal sofreram elevação. Os números também mostram o Brasil como um dos países onde mais se realizam cesarianas. Segundo dados oficiais de 2004, a taxa de cesarianas era de 34,5%, dos 2,5 milhões de partos realizados naquele ano. O Ministério da Saúde, em resposta a essa situção, formulou o Pacto Nacional para Redução da Mortalidade Materna, que reduziu o pagamento de cesárias para hospitais. Mas a técnica de parto cesária não é recente. A história sugere que o imperador romano Caio Júlio César tenha nascido com essa técnica. Por isso, o nome cesária.
Contrariando a tendência atual, o médico argentino José Hugo Sabatino, há 30 anos no Brasil, defende, pratica e difunde o parto humanizado. Formado em medicina pela Universidade Nacional de Córdoba na Argentina em 1968 e pós graduado na Argentina e no Uruguai, Sabatino obteve o título de Especialista em Tocoginecologia em Montevidéu e foi convidado a trabalhar na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas onde atua desde então como professor adjunto.






























